CUMPLICIDADE
Não é por estarmos unidos, que devemos ser iguais.
Não é por te amar todos os dias, que deva ser da mesma forma.
Não é por te ter escolhido, que és mais especial.
E como explicar ao mundo o que te torna incomparável?
Se somente em mim és inexplicável!
Não é pelos beijos, ou toques, ou pela expressão.
Por mais que ame o teu coração, também não creio que seja ele que me fixou...
Não é por dançares como menino de oito anos, ou sorrires como se amanhã não o pudesses fazer. E até nem é, pelo teu jeito altamente calmo, que há tão pouco tempo descobri que pudesses ter
Não te amo pelo que tens, nem pelo que lutamos ter.
Não te amo pelo que um dia desejo que venhas a ser
Amo-te tão só, por não conseguir explicar.
Amo-te só porque nunca te consegui deixar.
Amo-te porque te neguei ao mundo deixando-te em meu coração.
Amo-te sem tréguas, sem noite, sem tempo, sem jeito, sem palavras, sem espaço, sem passado, sem outrora, sem demora…
Amo-te num Sempre, a que chamo, Agora!
Amo-te com a convicção que trago no peito
Feito que cresceu da insignificância
Que amadureceu na ignorância
E tão cedo nos tornamos cúmplices
De uma união que não cessa
Alegre sina que fecha a peça.
Catarina Portela