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Histórias de Vida

Escrevam para catarinaportela86@gmail.com e conte sua a história da sua vida.

Histórias de Vida

Escrevam para catarinaportela86@gmail.com e conte sua a história da sua vida.

Espera por mim, agora em video

 
 
 
(clique mais que 1 vez, por vezes o video nao funciona à primeira ;)  )
 
(texto protegido com licença creative commons - Divulgue sempre o autor!)
Espera por mim...

 

 
Quando não desejamos o adeus. Quando o “cedo demais” toca à porta sem ser desejado. Quando a vida termina antes de ter começado. Que fazer?
Amarrar-lhe a mão, sem o deixar ir? Comprar flores, sem que ele as possa cheirar?
Vestir de preto para demonstrar uma tristeza que a mente sente? E depois?
Vamos voltar a vê-lo sorrir? Vamos recuperar discussões sem necessidade, ou recuperar olhares que falavam por si só? Não, não vamos…
No entanto, tudo é pouco para mostrar que foste, e que nós ficamos aqui… sem ti.
 
Um vulto negro paira sobre um espaço salgado de dor. São gritos, abraços, e sentimentos de acolhimento que tentavam amenizar um sofrimento sem fim…
Esta mágoa de deixar o que amamos, está para além da compreensão de alguém que nunca perdeu ninguém.
 
Bom seria guarda-lo numa caixinha, ainda em vida, e protege-lo com toda a força, enquanto ainda havia tempo.
Bom seria, aconselha-lo, acompanhá-lo, para todo e qualquer lado, recuperar um tempo que foi roubado.
Agora... Agora doem momentos que não foram partilhados, momentos que faltaram ser vividos. Não há tempo, nem sequer pessoas que o possam substituir. O vazio ficará sempre ali, sem ser preenchido.
 
A vida muda a partir do momento em que sabes que é efémera e frágil. O mundo fica gélido, desinteressante, banal, durante muito tempo… Tempo demais…
Um segredo? Agarrar na mágoa da injustiça, prende-la ao pedaço de madeira que o leva, e enterra-la ali mesmo.
Ali, naquele momento, onde as lágrimas são poucas para demonstrar a dor que se sente… Ali mesmo onde a vontade é morar naquela terra que o leva…
Ali mesmo nasce alguém! (Jamais serás o mesmo… Jamais!)
 
O tempo roubou-te de nós. Não porque merecesses, não porque ele merecia, não porque algo está errado. Porque de errado, apenas existe “o fim”.
 
Espera por mim, nesse lugar…

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